Certa vez, tive que ouvir a seguinte pergunta, vinda de um ser do sexo masculino: “O que você quer que eu faça para você me perdoar?”. O que aconteceu antes disso não vem ao caso, o fato foi que eu disse: “Olha, vai dar bom dia pro Sol, arruma uma namorada e me deixa em paz que você tá perdoado”. Se fosse hoje em dia eu ia dizer: “Vai dar essa bunda e me deixa em paz”.
Bom, eu sempre agi ora compreensiva demais, ora objetiva demais. E de uma forma ou de outra, sempre acabei arrastando situações que me deixavam com um pingo de insatisfação. Sendo compreensiva demais, abusavam disso. Pra amenizar a situação, e não me arrepender de ter sido compreensiva, convencia a mim mesma que estava agindo como uma pessoa boa, e que se isso não fosse reconhecido naquela hora, Deus estava vendo, o que de fato é verdade. Por outro lado, sendo objetiva demais, às vezes acabava pondo uma pedra por cima de relações que depois eu via que poderiam ter sido recicladas de alguma forma. Mas, para amenizar a situação, me convencia de que estava agindo de forma decidida.
Nunca me dei bem com o meio-termo, por isso tive que optar por uma ou outra forma de lidar com as situações e escolhi o modo objetivo. Não deixei de ser compreensiva, mas avalio bem quem merece esse meu lado.
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